Departamento de Florestas Plantadas

Agricultura e Abastecimento

17/11/2017

Adapar atesta: ostras do litoral do Paraná podem ser consumidas sem problemas

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) informa ao mercado consumidor que as ostras produzidas no litoral paranaense não estão contaminadas pela presença de toxina paralisante, conforme está ocorrendo em alguns pontos do litoral de Santa Catarina. Após coleta de amostras, para exames, a Adapar contatou que as ostras produzidas no Paraná são recomendadas para o consumo.
A Associação dos Maricultores do Paraná está preocupada com a queda nas vendas de ostras no litoral paranaense. Desde que foi constatada a ocorrência de uma alga paralisante no litoral de Santa Catarina, que obrigou a proibição da venda de ostra naquele Estado, os compradores também pararam de comprar aqui no Estado.
A coordenação de Vigilância e Prevenção de Doenças dos Animais Aquáticos da Adapar realizou coletas para verificação e vigilância, entre os dias 20 e 27 de outubro. Foram coletadas ostras e a água do mar em locais de cultivo na Baía de Guaratuba, Baía de Paranaguá e na Baía de Guaraqueçaba.
As amostras foram enviadas para o Laboratório Oficial de Análise de Resíduos e Contaminantes em Recursos Pesqueiros em Itajai (SC) e também ao Centro de Estudos do Mar, da Universidade Federal do Paraná, em Pontal do Paraná.
Em todas as análises, não foi detectada a presença da toxina paralisante e nem foi observada a alga “Alexandrium sp”, na análise da água do mar.
A Adapar soltou uma nota técnica, na qual entende que o produto de maricultores do litoral paranaense não tem restrições de consumo e que continuárá a manutenção da vigilância com o apoio das instituições de pesquisas.
Segundo a Emater-PR, estão em andamento no litoral do Paraná, cerca de 10 projetos de cultivos de ostras, que envolvem em torno de 80 maricultores que dependem da comercialização dos produtos. No ano passado, o setor faturou R$ 1,8 milhão com a comercialização de 151.460 dúzas de ostras, conforme levantamento do Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e Abastecimento.
O setor está em expansão e a ostra do litoral do Paraná é bastante apreciada pelo consumidor. Isso porque os maricultores paranaenses trabalham com a ostra nativa e não a espécie exótica que é o diferencial no sabor. A atividade é importante na geração de renda dos pescadores artesanais das comunidades tradicionais do litoral do Paraná. Além dos projetos de cultivos, mais profissionalizados, tem também grande quantidade de pescadores que vivem da extração dos moluscos, que envolvem suas famílias, principalmente as mulheres na retirada dos moluscos das conchas.
Na presença de sintomas como diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades do corpo ou paralisia generalizada (casos graves), é necessário procurar o serviço de saúde mais próximo e informar que teve contato com os alimentos. Para os profissionais de saúde que atenderem esses pacientes, a orientação é de notificar imediatamente o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Paraná (CIEVS/PR). A notificação deve ser feita pelo telefone de plantão (41) 9 9117 3500.
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